Promotorias de Defesa da Pessoa Idosa instauraram Procedimento para apurar suspensão de vacinação

As Promotorias de Defesa da Pessoa Idosa, por meios dos seus titulares José Augusto Cutrim Gomes e Eliane Ribeiro Azor, instauraram Procedimento Administrativo para apurar a causa da suspensão temporária da vacinação contra a gripe em São Luís.

A campanha para vacinar a população teve início no último dia 23 e, de acordo com o calendário, contemplaria inicialmente idosos, profissionais da saúde e crianças entre seis meses até 6 anos. No entanto, alegando término das dosagens, a imunização foi suspensa de forma abrupta.

A justificativa não convenceu os promotores de justiça que estão solicitando esclarecimentos sobre o fato, uma vez que o município de São Luís fez ampla divulgação de que haveria vacina suficiente para atender toda a população. Também chamou atenção dos representantes do Ministério Público o fato de o primeiro dia da campanha ter levado um grande número de pessoas aos postos, provocando aglomeração no local, contrariando todas as recomendações de isolamento social e distanciamento entre as pessoas para evitar a contaminação pelo coronavírus.

O Procedimento Administrativo foi aberto com base no Estatuto do Idoso, nos princípios constitucionais do direito à vida, transparência e publicidade, com a finalidade de que a Prefeitura de São Luís, por sua Secretaria de Saúde (SEMUS), preste os esclarecimentos sobre a caótica condução da campanha.

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