Caminhada encerra atividades da campanha Maria da Penha em Ação com apoio da AMPEM

Na sexta-feira, 22, o Ministério Público do Maranhão, por meio da 2ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Mulher e apoio da Associação do Ministério Público do Estado do Maranhão (AMPEM), realizou a oitava edição da caminhada que encerrou as atividades da Campanha Maria da Penha em Ação: Medida Protetiva Salva Vidas. A ação teve o percurso da Rua Grande até a Praça João Lisboa.

O promotor de justiça, 2º vice-presidente da AMPEM, Gilberto Câmara, participou da atividade e ressaltou a importância da ação para uma mobilização social sobre o tema. “A AMPEM sempre esteve junto à sociedade e aos nossos associados nestas iniciativas de mobilização social”, disse ele. “Estas ações são muito importantes para conscientizar a população sobre a gravidade da violência contra a mulher e, principalmente, para o combate ao feminicídio que tanto mal causa a nossa sociedade”, destacou o vice-presidente.

Idealizada pela promotora de justiça Selma Regina Souza Martins, da 2ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Mulher, a campanha tem o objetivo de difundir, de forma permanente, o teor da Lei Maria da Penha entre o público estudantil e a sociedade, como forma de prevenir a prática de violência doméstica contra a mulher. Segundo ela, por dia, em média, são expedidas 10 medidas protetivas. Nos fins de semana este número costuma aumentar para 30. Atualmente são 7.500 medidas protetivas em vigor em São Luís.

“Neste ano, 47 mulheres foram assassinadas, mas 7.500 mulheres tiveram suas vidas poupadas. Isso significa que as mulheres estão acessando os serviços de proteção. Precisamos alcançar as mulheres que ainda precisam de ajuda”, declarou Selma Regina.

A promotora de justiça Fernanda Maria Gonçalves de Carvalho, titular da 1ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Mulher, aproveitou a oportunidade para incentivar os presentes a tomarem partido e denunciarem quando tiverem ciência de casos de violência contra a mulher. “Em briga de marido e mulher se mete a colher, sim. A vida da mulher importa, a vida da mulher tem valor e isso precisa ser respeitado”, ressaltou a promotora. 

Estudantes de 90 escolas públicas da rede estadual de ensino de São Luís, autoridades do Ministério Público do Maranhão, Poder Judiciário, Polícia Militar, além de representantes de entidades da sociedade civil, acompanharam o cortejo.

Informações MPMA

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