A Associação do Ministério Público do Estado do Maranhão (AMPEM), representada por seu presidente, o promotor de justiça Tarcísio José Sousa Bonfim, juntamente com diversos integrantes do Ministério Público e da Magistratura, participaram nessa quarta-feira (15), de ato público na Câmara dos Deputados para protestar contra a reforma da previdência (PEC 287/16).
O ato foi uma iniciativa da Associação Nacional dos Membros do
Ministério Público (CONAMP) e das entidades que compõem a Frente
Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas). O
objetivo foi chamar a atenção dos parlamentares para os efeitos da
reforma da Previdência previstos na PEC e propor a abertura de diálogo
com diversas esferas da sociedade.
Para o presidente da AMPEM, o ato foi importante porque levou ao
conhecimento da sociedade os efeitos da PEC 287/16 e possibilitou a
discussão de novas alternativas à proposta de reforma da previdência.
“É necessário esse diálogo entre os parlamentares e os magistrados, para
que possamos traçar alternativas para a proposta”, ressaltou Tarcísio
Bonfim.
Estiveram presentes, também, deputados federais que colocaram suas
bancadas à disposição para discutir uma proposta alternativa. Entre os
parlamentares que compareceram ao ato público estiveram Alice Portugal
(PCdoB/BA); Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP); Chico Alencar (PSOL/RJ);
Danilo Cabral (PSB/PE); Glauber Braga (PSOL/RJ); Júlio Delgado (PSB/MG);
Nelson Pellegrino (PT/BA); Lincoln Portela (PRB/MG); Lindomar Garçom
(PRB/RO); Lúcio Vieira Lima (PMDB/BA); e Subtenente Gonzaga (PDT/MG).
Nelson Peregrino (PT-BA) frisou a relevância da mobilização,
ressaltando que as entidades presentes estão entre os atores que têm
poder da mudança. “Este ato vem ao encontro da preocupação de muitos
parlamentares desta Casa em relação à proposta, que é um retrocesso e
profundo ataque a conquistas históricas”.
O ato também recebeu apoio de representantes da Associação Nacional dos
Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip), do Fórum
Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Auditoria
Cidadã da Dívida, ATUAS, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre
outras.

