3ª AUDIÊNCIA PÚBLICA DE COMBATE À HOMOFOBIA É REALIZADA EM SÃO LUÍS

O enfrentamento e combate à homofobia é um tema amplo e de debates freqüentes. Foi para fomentar ainda mais a discussão acerca do problema que o Fórum das Organizações LGBT promoveu a 3ª Audiência Pública de Combate à Homofobia, em parceria com o Ministério Público Estadual.

O presidente da Associação do Ministério Público do Maranhão, José Augusto Cutrim, esteve presente e compôs a mesa de abertura do evento, que contou ainda com outras autoridades, representantes da comunidade LGBT e estudantes da rede estadual de ensino. Para Cutrim, é essencial discutir nas mais diversas esferas sociais o respeito para com a diversidade sexual. “Este encontro propicia a analise e a garantia do direito igualitário a todos os seres, sem distinção. Queremos que, o que acontece hoje aqui, chegue à sociedade civil, para que elas façam a sua parte e o objetivo desta audiência seja alcançado”, enfatizou.

A solenidade, que teve como tema central “Políticas Públicas e enfrentamento à Homofobia”, foi elogiada pela procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha. Para ela, os espaços sociais devem instigar o debate sobre a diversidade sexual, a fim de evitar que atitudes de violência e discriminação; a coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Direitos Humanos (CAOP/DH) Sandra Elouf enfatizou que o melhor caminho para combater a homofobia é a articulação entre órgãos públicos e sociedade civil, promovendo ações educativas com o tema.

A violência contra homossexuais foi a linha de debate do coordenador do Grupo Gayvota, Betinho Lima e do presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB-MA Thiago Viana. Ambos destacaram a violência sofrida por homossexuais, seja por autoridades ou pela própria família. “A maioria destas pessoas é expulsa de casa, da escola e seus planos de vida são abortados. São praticamente empurradas para as drogas e prostituição, tratadas como cidadãs de segunda classe”, afirmou Thiago.

Por fim, o representante do Fórum LGBT, sociólogo Alderico Segundo, destacou que as reivindicações do grupo têm tomado o espaço público, o que torna cada vez mais forte a luta para usufruir de direitos de forma igualitária. Para segundo, a falta de um conselho estadual que priorize o direito à diversidade sexual, a falta de debates nas escolas e as falhas apresentadas principalmente pelo sistema de segurança públicas, referente ao tratamento dado às vítimas de violência e discriminação são problemas a serem trabalhados com mais afinco. “O Estado deve ser o instrumento de promoção da dignidade humana. Temos muitos desafios pela frente. Queremos respeito, solidariedade, paz e educação”, afirmou Segundo.

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