Violência psicológica e física contra idosos cresce em São Luís, afirma Augusto Cutrim

Autor do pedido que resultou na prisão preventiva do bacharel em Direito, Roberto Elísio Coutinho, flagrado em um vídeo agredindo a própria mãe, a professora aposentada, Joseth Coutinho Martins de Freitas, 84 anos,  o promotor de justiça de Defesa do Idoso, José Augusto Cutrim Gomes, disse que os casos de violência física e psicológica contra idosos crescem a cada dia em São Luís. Por outro lado, a falta de políticas públicas para essa parcela da população que só aumenta no estado os deixa à mercê dessa prática e cada vez mais vulneráveis.

De acordo com levantamento da Promotoria do Idoso, de 8 de junho de 2016 até 29 de maio deste ano já foram propostas 60 ações judiciais envolvendo violência contra idosos, sendo as ações penais e as medidas protetivas as que lideram o ranking das estatísticas.  

Entre os atos mais comuns destacam-se os maus tratos com 182 casos registrados, seguido de negligência com 120 casos registrados. Há situações de abuso financeiro, empréstimos fraudulentos, ameaças, entre outros. Ainda de acordo com promotor os tipos de maus tratos mais comuns são a violência psicológica com um total de 95 casos, seguida de violência patrimonial  com 65 e por fim a violência física com 22 casos.

No caso da agressão contra a professora aposentada, o promotor de justiça disse que tão logo tomou conhecimento do vídeo, que veio a público pela imprensa, solicitou a prisão preventiva do filho com base nos crimes previstos no Estatuto do Idoso como maus tratos, lesão corporal, e tortura “Um fato lamentável, mas que não é o único em nossa cidade.

Semanalmente recebo denúncias de abandono e outros crimes praticados contra idosos”, relatou o promotor.   Além de pedir a prisão preventiva do acusado, o promotor de justiça ofereceu suporte à idosa por meio do grupo de assistência social da Promotoria.

Ele informou ainda que,  no decorrer da investigação, outras questões deverão ser levantadas como o tempo em que o acusado praticava esses atos contra a mãe, por exemplo. Cutrim informou que familiares e funcionários da casa também foram ouvidos sobre o ato praticado por Roberto Coutinho.    

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